28 de janeiro de 2019

CARRETEIRO DA CIDADE DE BOM CONSELHO SOFRE ACIDENTE PERTO DE BARREIRAS-BA


O acidente ocorreu no início da manhã desta segunda-feira(27), na BR-242, envolvendo os veículos F-1000, cor preta, placa JER 5459 de Barreiras/BA e uma carreta bi-trem, cor branca, placa PRO 0950 de Garanhuns/PE.  O motorista do F-1000 (carroceria baú), Darci Morais Montalvão, 45 anos, natural de São Francisco/ MG, morreu na hora.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o condutor da carreta invadiu a contramão, no sentido Barreiras, por motivo ainda desconhecido, causando colisão frontal. “Suspeitamos que ele tenha realizado uma ultrapassagem irregular, mas é algo que ainda vai ser apurado”, observou o PRF Canário.

O F-1000, carregado de biscoitos, foi arrastado pela carreta para fora da pista e teve destruição parcial. Carroceria, motor, taque de combustível e outras partes foram desmembradas da cabine. A barra de proteção da pista foi arrancada e uma árvore derrubada por onde a carreta e os destroços do caminhão passaram após a batida.

Leandro Oliveira Silva, passageiro do F-1000 e o motorista da carreta, Luiz Antônio dos Santos Filho, 59 anos, receberam socorro do SAMU e foram levados para o Hospital do Oeste.

Darci trabalhava na transportadora Transpita, localizada no bairro Morada Nobre, em Barreiras. O condutor do outro veículo tinha saído de Garanhuns/PE, com destino a uma fazenda em Barreiras. “Luiz trabalha comigo há mais de onze anos e sempre foi muito responsável”, comentou o patrão dele, que chegou imediatamente ao local do acidente.

Agentes do DPT e Polícia Rodoviária Federal realizaram procedimentos de rotina na área da colisão. O corpo de Darci foi encaminhado ao IML regional.
do Notícia da Bahia

AS PEDRAS DO TUBARÃO E REDONDA ESTÃO EM VENTUROSA

As pedras do Tubarão e Redonda, são geoformas encontradas na zona rural de Venturosa, agreste meridional de Pernambuco. Para quem trafega pela rodovia estadual que da acesso ao município de Alagoinha, pode visualizar de perto essas rochas graníticas do referido município que é rico em arqueologia. 
Em Venturosa, esse blogueiro já conheceu as pedras, Furada, Hipopótamo, Tubarão, Redonda, Concha, Andorinha, Casa de Pedra, Lajeiro do Riacho da Luiza, Pedra do Letreiro e serra do Tará.

MISTÉRIO: MORADORES DO SÍTIO AMARGOSO ENCONTRAM CAIXÃO ABANDONADO NA ENTRADA DE RAINHA ISABEL

Moradores do sítio Amargoso se depararam no final da tarde dessa segunda-feira, 28/01, com um mistério. Abandonaram uma urna fúnebre na entrada do distrito de Rainha Isabel.

Ninguém sabe quem deixou o caixão que não havia marcas de algum tipo de corpo humano. Do que se trata esse mistério? Macumba? Despacho?

O caixão foi encontrado em cima de uma pedra as margens da estrada vicina que da acesso ao maior distrito do município de Bom Conselho. Qual seria a intenção de alguém deixar esse tipo de urna fúnebre?

Sem respostas, alguns moradores da região tocaram fogo no caixão as margens da PE-218, há poucos metros da divisa com o estado de Alagoas.

O que intriga a todos é o porque do caixão está vazio, apenas com os forros e sem nenhuma marca de tecido humano.

Acredita-se que simbolicamente alguém quis enterrar o que sobrou da estrada de Rainha Isabel, já que a obra está paralisada mais uma vez, diferentemente de quem propagada uma realidade que não existe em Bom Conselho.

FOTOS DO BLOG DO POETA

27 de janeiro de 2019

SERRA DO JACU E A CORDILHEIRA QUE FICA NA DIVISA DE PERNAMBUCO COM ALAGOAS

A região serrana de Bom Conselho tem seu encanto turístico que não é explorado ou valorizado pelas autoridades locais. Aliás, desconhecem esse potencial que o município proporciona.

Fotografar, ter um contato direto com a natureza, me proporciona energias positivas, uma verdadeira terapia.

O caminho quem faz somos nós. Muitas vezes somente o caminhar nos proporciona a certeza que o que fazemos tem um eco, mas, depende de como ouvimos.

A zona rural de Bom Conselho, mesmo sofrendo com a quantidade de desmatamento, tem o seu potencial ecológico. O clima e a vegetação e os pontos culminantes podem ser alavancados para projetos ecoturísticos.

Por esse ângulo da pra ver uma cordilheira que se divide com o estado de Alagoas. A região do distrito de Logradouro dos Leões é rodeada por várias serras.

Por essa imagem a cordilheira se prolonga que no horizonte chega-se ao município de Águas Belas, agreste do estado de Pernambuco.

Com altitude média de 200 metros, podendo chegar a mais de 1 000 metros — como é o caso do pico do Jabre, de 1 197 m (no estado da Paraíba), do pico da Boa Vista, de 1 195 m e do pico do Papagaio, de 1 175 m (ambos no estado de Pernambuco) — em seus pontos extremos (serras), o planalto está encrustado no agreste do Nordeste Oriental, espalhando-se de norte a sul e tendo como fronteira natural as planícies do litoral (região úmida) e a depressão sertaneja (região semiárida).

O clima do cume da serra do Jacu é seco, muito quente, semi-árido, com amplitude térmica mais acentuada que o litoral, por conta da continentalidade, normalmente passando dos 30°C durante o dia e cerca de 20°C à noite, chegando a cair algumas vezes para 11°C à noite em alguns locais mais elevados.
A serra do Jacu está inclusa no planalto da Borborema que vem se constituindo em uma região de forte atração turística, principalmente para os habitantes da área litorânea, que são atraídos pelas paisagens e o clima mais ameno que apresenta, nomeadamente nas vizinhanças de Caruaru, Chã Grande, Gravatá, Brejo da Madre de Deus e Garanhuns (Pernambuco), Araruna, Lagoa Seca, Campina Grande, Bananeiras, Areia, Serraria, Pilões e Solânea (Paraíba). 

O Estado de Pernambuco tem um formato aproximadamente retangular, com uma altura de pouco mais de 100 km de norte a sul e uma largura de aproximadamente 700 km de leste a oeste. Pernambuco faz divisa com Alagoas e Bahia ao sul, Piauí ao oeste, Ceará e Paraíba ao Norte. 

Mais uma trilha realizada com sucesso. Os poucos mais de 200 metros de altitude não foram obstáculos para chegar ao cume da serra do Jacu.

Uma erupção há milhões de anos deixo as marcas na região serrana de Bom Conselho, formando uma cordilheira com a divisa de Alagoas.

Finalizando mais uma postagem, está claro e evidente o potencial turístico que tem o município de Bom Conselho. As serras, o clima, a localização, são fatores que podem ser reconhecidos e valorizados.

A FAUNA E A FLORA NA SERRA DO JACU NA ZONA RURAL DE BOM CONSELHO/PE

Esse pé de macambira florido encontrei na serra do Jacu
Fazem parte da flora da Caatinga as seguintes plantas:
Aroeira, angico, juazeiro, caroá, xique-xique, mandacaru, palma, cacto, catingueira, sabiá, jurume branca, jurema preta, ipê roxo, cumaru, carnaúba, malícia, malva branca, jitirana, coroa-de-frade, facheiro e palminha.

Você já ouviu falar da planta Urtiga? É uma espécie de folhagem que causa queimaduras a quem ouse encostar-se em suas folhas. Mas o que faz esta planta causar danos aos que a toca? 

Se analisarmos as folhas de perto, veremos pelos bem finos recobrindo toda a parte verde. Esses pelos contém ácido fórmico (H2CO2), que em contato com a pele produz vermelhidão, coceira, ardência (queimaduras) e, consequentemente, muita dor. 

Se você realizar um passeio ecológico e tiver a má sorte de encostar-se em uma planta da família das urticáceas, apresentamos aqui uma solução: leite de magnésia. Aplique essa solução sobre a região afetada e perceberá que a irritação será eliminada. 

A flora da caatinga é formada principalmente por arbustos com galhos retorcidos e pouca folhagem, cactos e bromélias. Na maioria das espécies vegetais as folhas são finas ou mesmo inexistentes um fator de proteção contra o clima seco.

Muitas pessoas acreditam que a caatinga é um bioma pobre, pois o clima é árido e com pouca presença de vegetação. Porém, a caatinga é rica em espécies animais e vegetais, muitas delas endêmicas. A serra do Jacu é uma formação vulcânica há milhões de anos.

Este bioma brasileiro possui importante biodiversidade e deve ser preservado e valorizado. São cerca de 148 espécies de mamíferos, 510 espécies de aves, 45 de anfíbios, 235 de peixes e 153 de répteis.

As flores desta espécie de cactos são brancas, muito bonitas e medem aproximadamente 30cm de comprimento. Os botões das flores geralmente aparecem no meio da primavera e cada flor dura apenas um período noturno, ou seja, desabrocham ao anoitecer e ao amanhecer já começam a murchar. Seu fruto tem uma cor violeta forte. A polpa é branca com sementes pretas minúsculas, e é muito saborosa, servindo de alimento para diversas aves típicas da caatinga, como a gralha-cancã e o periquito-da-caatinga.

A macambira (Bromelia laciniosa) é uma planta da família das bromeliáceas, do gênero Bromelia. Possui vários usos que vão desde a utilização da planta para evitar a erosão, até como alimento para o gado. Como sua folha possui modificações que dão uma natureza espinhenta a mesma, a macambira é queimada antes de ser oferecida ao gado.

O mandacaru (nome científico Cereus jamacaru) é uma cactácea nativa do Brasil, adaptada às condições climáticas do Semiárido. Conhecida também como cardeiro, a planta alcança até seis metros de altura e possui um formato que pode lembrar um candelabro. 

Calango é o nome genérico que se dá a vários tipos de lagartos de pequeno porte. Normalmente, é um tipo de réptil que não passa dos 30 centímetros de comprimento. Ele pertence à família dos lacertídeos, mas existem centenas de variações da espécie que podem receber esse mesmo nome.

A macambira é uma planta da família das bromeliáceas, do gênero Bromelia. Possui vários usos que vão desde a utilização da planta para evitar a erosão, até como alimento para o gado. 

Como sua folha possui modificações que dão uma natureza espinhenta a mesma, a macambira é queimada antes de ser oferecida ao gado.

Possui vários usos que vão desde a utilização da planta para evitar a erosão, até como alimento para a criação de caprinos, ovino e bovinos. Como sua folha possui modificações que dão uma natureza espinhenta a mesma, a macambira é queimada antes de ser oferecida aos rebanhos. 

Seu fruto é uma baga de três a cinco centímetros de comprimento e diâmetro variando de 10 a 20 milímetros. Essas bagas quando maduras assumem uma coloração amarela, lembrando um cacho de pequenas bananas.

A macambira pode ser utilizada como planta ornamental, porém sua maior utilização é nas laterais de rodovias que cortam o semi-árido para evitar a erosão (isso devido ao fato de sua raiz ser do tipo fasciculada o que dificulta a erosão).

A urtiga é natural da Europa e encontrada em vários países, a urtiga branca, de nome científico Lamium album, é uma planta medicinal também popularmente conhecida como lâmio-branco, lamium, urtiga-morta, urtiga-de-abelha e erva-angélica, dentre outras denominações. 

Com relevante potencial forrageiro e medicinal, uma das plantas ainda bastante encontrada no semiárido brasileiro é a catingueira, também conhecida em algumas regiões como “pau-de-rato”. No período de floração, entre os meses de outubro e fevereiro, a planta da família das fabaceae é facilmente identificada na paisagem da caatinga, pois suas flores amarelas destacam-se em meio a vegetação do bioma.

Na época da estiagem, as folhas e as vargens caem e secam no chão, mas não perdem o valor nutricional, sendo um alimento de qualidade para caprinos e ovinos. 

O mandacaru é importante para a restauração de solos degradados, serve como cerca natural e alimento para os animais. A planta espinhenta sobrevive às secas devido à sua grande capacidade de captação e retenção de água.

Cacto típico de todo sertão nordestino. Invadem as serras e caatingas do nordeste. Seus galhos se arrastam pelo chão formando verdadeiros alastrados. Os espinhos são agudos brancos e se formam em um conjunto com vários espinhos. A planta é de cor verde claro. 

Ao lado do mandacaru, a macambira é um dos frutos da caatinga disputados por colecionadores da espécie e integra alguns cardápios exóticos do Nordeste brasileiro (com pratos como o "cortado" de xique-xique). 

Na serra do Jacu  você encontra vários tipos de arbustos que se misturam com as demais vegetações do bioma caatinga. 
As principais características da caatinga são:
1. Forte presença de arbustos com galhos retorcidos e com raízes profundas;
2. Presença de cactos e bromélias;
3. Os arbustos costumam perder, quase que totalmente, as folhas em épocas de seca (propriedade usada para evitar a perda de água por evaporação);

4. As folhas deste tipo de vegetação são de tamanho pequeno.

Em mais uma trilha, pudemos além de ter um contato com a natureza, in loco, tivemos um laboratório sobre a fauna e a flora existente na serra do Jacu, na zona rural de Bom Conselho, onde sua região serrana tem sua beleza natural.

A VISTA PANORÂMICA DE CIMA DA SERRA DO JACU NA ZONA RURAL DE BOM CONSELHO/PE

Ao sair do aconchego da redação, encontrei um ambiente que transmite paz e nos deixa muito próximo da natureza. O cume da serra do Jacu, na zona rural de Bom Conselho nos proporciona uma vista panorâmica sensacional.

De cima da serra do Jacu, as lentes do Blog do Poeta fizeram essa imagem que numa distância de pouco mais de 05 km mostra toda a beleza serrana existente nos arredores do distrito de Logradouro dos Leões.

Do lado norte da serra do Jacu tem o sítio Lagoa do Dó que também pertence ao município de Bom Conselho.

A serra da Baêta é outro ponto culminante do município de Bom Conselho que tem seus 250 metros de altitude. Essa imagem fiz de cima da serra do Jacu. Toda essa região serrana está na divisa dos estados de Pernambuco - Alagoas.

 A serra do Jacu é uma mistura de rochas sedimentares com vegetação do bioma caatinga e faz parte do Planalto da Borborema, também conhecido como Chapada Pernambucana - devido a estar situada em parte da antiga Capitania de Pernambuco - Serra da Borborema, ou ainda, Planalto Nordestino, é uma região serrana no interior da região Nordeste do Brasil.
Medindo aproximadamente 400 km em linha reta norte–sul, localiza-se nos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. 

Esse sistema, parte do Planalto Brasileiro, equivale ao setor mais oriental do planalto Atlântico e um dos dois mais setentrionais, sendo divisor de águas entre a bacia do rio São Francisco e as bacias propriamente borborêmicas nos setores norte e leste. É o único grande sistema do plato oriental azevediano que não faz parte da cadeia franciscana.

No planalto localizam-se importantes cidades, como Campina Grande e Itabaiana (Paraíba), Caruaru Bom Conselho e Garanhuns (Pernambuco), Arapiraca e Palmeira dos Índios (Alagoas) e Santa Cruz (Rio Grande do Norte). Essa vista panorâmica da serra do Jacu é um verdadeiro convite para quem curte a natureza.

Durante o percusso para chegar na serra do Jacu, distante uns 04 km do centro de Bom Conselho, você encontra facilmente vários tipos de rochas. Já a vegetação de Pernambuco é dividida, basicamente, em quatro tipos: Formações Litorâneas, Floresta Tropical, Caatinga e Cerrado. A primeira marcada pela presença de restingas e manguezais. Já as florestas atlânticas se caracterizam por espécies perenes ou deciduais.

A vista panorâmica dessa cordilheira está na zona rural de Bom Conselho, onde há o encontro dos municípios de Iati, Saloá e Terezinha. De cima da serra do Jacu você pode ter uma sensação térmica que ultrapassa a marca dos 28 graus centígrados, dependendo do período do ano.

As nuvens se deslocam facilmente devido a ventania, por isso a instabilidade do tempo é visível a todo instante. Na serra do Jacu você encontra rochas ígneas intrusivas (conhecidas também como plutônicas ou abissais) são formadas a partir do arrefecimento do magma no interior da crosta, nas partes profundas da litosfera, sem contato com a superfície. Elas só apareceram à superfície depois de removido o material sedimentar ou metamórfico que a recobria.

A ventania que sopra no rosto é muito puro, pois, em toda a rocha que forma a serra do Jacu, há presença de líquens esverdeados, purificando o ar no entorno da serra.

A vegetação que está no entorno e em cima da serra tem característica diferenciada, ou seja, uma mistura de bromélias e plantas que resistem as altas temperaturas e a mudança constante do clima.

As chuvas que caíram na região deixou a vegetação com mais vida. A fauna e a flora da localidade mostram a vivacidade devido ao acúmulo de água no solo e nas rochas.

Na última vez que fomos escalar a serra do Jacu, toda essa região estava cinza devido a demorada estiagem, mas as chuvas que caíram mesmo sem intensidade já foram suficientes para mudar o clima da região.