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SERRA DO PEDRO/PE: UM ATRATIVO TURÍSTICO NA REGIÃO SUL DA ANTIGA IGATAUÁ (LAGOA DO OURO)

 Você conhece a serra do Pedro de Lagoa do Ouro? Vale apena ir conhecer. A serra é um atrativo turístico religioso. O município tem acima dos 12 mil habitantes.
O cume da serra do Pedra marca acima dos 800 metros de altitude. A vista de cima é essa. Uma cordilheira maravilhosa. Por essas bandas há uma mistura de ecoturismo e religiosidade.

Por esse ângulo, mostramos para você o quanto essa região do município de Lagoa do Ouro tem sofrido com o desmatamento, deixando o solo exposto a altas temperaturas.

Seja de norte a sul, de leste a oeste, para onde você olhar vai visualizar o quanto se foi tirado de vegetação para a criação de pastagem. Em muitos espaços nada se produz até por que a terra não tem nutrientes para qualquer lavoura.

O grande rochedo granítico que compõe a serra do Pedro tem influência de atividade do intemperismo há milhões de anos.

São várias marmitas formadas em cima do grande rochedo, uma ação da água e vento. Também é fácil encontrar muitos Líquens (microrganismos purificadores do ar), cravados nas rochas.

Líquens são associações mutualísticas entre fungos e algas. Nessas associações, os fungos são chamados de micobiontes, e as algas, fotobiontes. Os líquens são associações mutualísticas entre algumas espécies de fungos (geralmente ascomicetos) e algas (principalmente algas verdes e cianobactérias).

Essa planta encontrei na serra do Pedro
Açoro (Acorus calamus) também conhecido como cálamo-aromáticoacorinaácoro-verdadeiroácoro-cheirosolírio-dos-charcos ou cana-cheirosa é uma planta medicinal pertencente à família das Acoraceae. Originário da Ásia, o cálamo-aromático foi introduzido na Europa Oriental no século XIII pelos Tártaros, que o utilizavam para desinfetar a água que bebiam. 
O cálamo adaptou-se e propagou-se seguidamente por toda a Europa. É uma planta aquática semelhante à cana, como o nome da espécie indica, calamus, que deriva do grego kalamos, cana. É uma planta bastante rara, não devendo ser destruída. 
Efetivamente, nos climas europeus as sementes não conseguem atingir o estado de maturação, pelo que a planta só pode reproduzir-se através das ramificações do seu rizoma. O cheiro agradável assemelha-se ao da tangerina, mas tem um sabor amargo e picante.

Também encontrei na serra do Pedro
A sarracenia rubra é conhecida como a planta do jarro doce, é um matagal úmido e gramíneo próximo à margem de um pântano, embora também possa crescer em sombra densa. o solo é geralmente turfoso e intensamente ácido.

A sarracenia é uma planta nativa da Carolina do Norte e se da muito bem em rochas e em solos rasos e arenosos e com salinização no relevo.

Outra planta que encontrei na serra do Pedro
Dianthus é um gênero de cerca de 300 espécies de plantas com flores, na família Caryophyllaceae, nativa, principalmente da Europa e Ásia, com algumas espécies estendendo-se do sul para o norte de África, e uma espécie de (D. repens) no ártico da América do Norte. Nomes comuns incluem cravo (D. caryophyllus), cravina (D. plumarius e espécies afins) e sweet william (D. barbatus).

A guzmania plumieri é uma cactácea da família da macambira, do gravatá, do abacaxi e demais bromélias.

Já está na terceira geração o cruzeiro fincado na serra do Pedro, distante 06 km do centro da cidade de Lagoa do Ouro, agreste meridional de Pernambuco. Infelizmente, esse atrativo turístico-religioso que fica numa área particular, sofre com a degradação ambiental, onde visitantes/turistas deixam muito lixo acumulado, como garrafas peti, garrafas de vidro, plásticos, papelões, latas de bebidas e as rochas em boa parte pichadas. Uma verdadeira falta de educação.

Pesquisando e lendo sobre a história do município de Lagoa do Ouro, vi na história que Em 1902, o capitão da Guarda Nacional, Amador José Monteiro, apresentou um manifesto em nome da população do local à prefeitura da cidade sede do município, Correntes. A partir daí, foi autorizada a primeira feira do povoado, que foi elevado à categoria de vila, com o nome de Igatauá
O nome foi alterado para Lagoa do Ouro em 9 de Dezembro de 1938. A origem do nome deve-se ao encontro de pepitas ou barras de ouro numa lagoa local pertencente à propriedade de João Alves da Silva, o João do Ouro.

Nesse tempo de pandemia, quanto mais o lugar for distante de tudo e todos, melhor. Fascinado por formações rochosas, a serra do Pedro é o lugar ideal para a prática do ecoturismo, camping, trilhas ecológicas e demais atividades ligadas ao meio ambiente.

Religiosidade, lendas, histórias, circundam a descoberta e a formação do rochedo granítico da serra do Pedro em Lagoa do Ouro. Só não encontramos ouro! Para chegar a serra do Pedro não há sinalização, nem horizontal, nem vertical. O pergunta aqui e acolá é o GPS ideal para encontrar a serra. O acesso tem nível moderado. Vai de carro até o cume da serra.

A vista de cima da serra do Pedro é ímpar. De cima, da para visualizar várias cidades da região. Ainda falando sobre a história da serra do Pedro, todos os anos (antes da pandemia), no mês de junho, sempre no dia 28, véspera de São Pedro, é rezado um terço com essa vista panorâmica.

Contemplar o horizonte, respirar ar puro, ver o quanto o Criador nos da de presente todos os dias, é uma terapia que faz bem ao corpo e a alma.

Conta a história que por volta do ano de 1930, o município de Lagoa do Ouro foi atingida pela doença da “febre do rato”. Um agricultor que morava na região da serra, conhecido pelo nome de Pedro Xingó, fez uma promessa a São Pedro para que se a doença não se alastrasse pelo povoado de Campo Alegre, ele construiria uma capela. Mas o senhor Pedro Xingó veio a falecer sem cumprir a promessa. Conta-se ainda que ele apareceu num sonho da filha dele, chamada de Maria Xingó, pedindo que a capela fosse construída.

Em contato com o diretor de cultura/turismo de Lagoa do Ouro, senhor Manrique, que está fazendo todo o levantamento do mapa turístico do município e ao enviar para ele a primeira reportagem que fizemos na serra do Pedro, nos respostou da seguinte maneira:

"Ótimo... Gostei das observações... Inclusive solicitamos apoio da Fundarpe para melhorar o acesso, sinalizar todo o trajeto, colocar um sistema de coleta de lixo e limpeza do local, e também regatar a história completa... Até a disponibilidade de ter pessoas para guiar os visitantes por trilhas na serra, e que a igreja seja aberta", finalizou.

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