QUEM ACREDITA EM CONCURSO PÚBLICO EM TEMPOS DE ELEIÇÃO É A MESMA COISA DE ACREDITAR EM "ESTÓRIA DE CAROCHINHA"

 

A origem do conto da carochinha
O nome ‘conto de fadas’ é algo recente no Brasil. Até o início do século passado, falávamos ‘conto da carochinha’, o que é bem conservado ainda em Portugal. Você, que já ouviu ou falou essa locução, sabe ao menos o que é uma carochinha? A explicação até parece mais um conto dela, mas é mais uma real aventura pela Etimologia.

Lá pelo século XVII, em Portugal, já se falava de um besouro preto conhecido como caroucha. Alguns etimólogos afirmam que caroucha vem do espanhol ‘cucaracha’ (barata). 

A fama desse inseto era de que conseguiria abater até galinhas, mas, na verdade, ele mata, no máximo, lagartas e outros pequenos invertebrados. Por isso, um dos seus nomes vulgares, hoje, é caçador-de-lagarta.

O gênero mais comum de carouchas é o ‹Calosoma›, de besouros conhecidos pelo odor desagradável quando manipulados e por causarem pequenas queimaduras nos humanos descuidados com um líquido tóxico que libera. 

Mas antes de condená-lo, saiba que, em dias atuais, o ‹Calosoma› tem sido um grande aliado no combate a pragas de vários cultivos agrícolas.

Em trocados e miúdos...

Quem acredita em realização de concurso público em tempos de eleição é inocente demais ou já leu alguma "estória de carochinha", no mínimo. 

Ora, vamos analisar?

Qual a moeda mais fácil para obter votos no tempo de eleição? Concurso ou contrato?

Lógico, que são os contratos. 

Vejam que as prefeituras estão abarrotadas de gente sem competência (que não sabem nem o que é IFPE), caso ocorrido num setor municipal de Bom Conselho, ocupando espaços até o mês de janeiro de 2023. Isso mesmo, os contratados nesse período serão usados como "bucha de canhão" e "moeda eleitoreira". 

Se não há lei que proíba esse abuso, ai você acha que algum prefeito vai querer fazer concurso público? Nem aqui, nem na China. As desculpas obsoletas são as mais variadas. 

Como é fácil de enganar o povo! 

Ai anunciam concurso 01 ano antes das eleições, mas quando está bem perto da eleição, inventam desculpas, mentiras e estórias de carochinhas, como se todo mundo fosse analfabeto e que nessa região não tivesse ninguém estudado.

Esse é o jeito tupiniquim de fazer política no agreste meridional de Pernambuco.

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