Bottom Article Ad


Petrolândia faz retiradas de baronesas na orla fluvial da cidade

Há anos que existe em Petrolândia um problema ambiental recorrente, que é a proliferação da planta aquática conhecida popularmente como baronesa. A planta pode trazer ao rio e a população algumas consequências, como a queda na qualidade do ambiente e mau cheiro. 

Um outro problema é que quando essas plantas morrem, toda a poluição absorvida por elas é devolvida ao rio. Para que se faça o controle desta situação, o poder público precisa investir periodicamente na remoção do material, que após certo tempo multiplica-se novamente voltando a tomar as margens do Velho Chico.

Em busca de combater a terrível proliferação, a prefeitura de Petrolândia alugou novos equipamentos e deu sequência aos serviços de retirada da planta da Orla fluvial da cidade.

 A ORIGEM DAS BARONESAS


A baronesa é uma planta originária da América do Sul, com ampla distribuição nos rios da bacia amazônica, é considerada como uma das 100 plantas de maior potencial invasor e se desenvolve em ambientes poluídos, podendo ser um indicador do alto nível de poluição das margens do Rio São Francisco.

A Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA) é responsável pelo controle tanto da proliferação de baronesas quanto do lançamento de efluentes não tratados no leito do rio. 

A retirada é realizada através da remoção manual ou remoção física, o que não é eficiente, devido ao fato das baronesas se reproduzirem por brotamento, retomando o crescimento caso seja retirada por eventos naturais ou artificiais. 

Desta forma, apenas a retirada manual das baronesas não tem um custo/benefício econômico e ambiental viável, pois não é uma estratégia sustentável em longo prazo.
 
A respeito das plantas no rio, existem três tipos de controle: o químico, que não é recomendável; o físico, utilizado atualmente, mas não muito efetivo e o controle biológico, mais recomendado, mas que necessita de estudos a médio e longo prazo para uma solução concreta e definitiva.
 
O ideal é que os métodos para remoção sejam utilizados sozinhos ou combinados para um melhor resultado, e o mais importante, devem ser atrelados ao processo de revitalização do Rio São Francisco, cobrado pela sociedade desde a década de 1990, mas que não avançou, além do tratamento de esgoto, removendo o máximo de sujidades possível do esgoto da cidade a fim de devolver uma água mais limpa para o Rio São Francisco.

por Assis Ramalho

Postar um comentário

0 Comentários