Inflação da carne e o aperto no Salário mínimo (por PIÚTA) - CLÁUDIO ANDRÉ - O POETA

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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Inflação da carne e o aperto no Salário mínimo (por PIÚTA)

Alexandre Piúta

A carne nossa de cada já foi presença certa na mesa de muitos brasileiros, somos o terceiro maior consumidor de carne bovina do mundo como média de 40 kg por pessoa ano.

Ficamos atrás apenas da Argentina que consome em média 60 kg ano e dos Estados Unidos com 42 kg por pessoa ano. Como a média regra gera distorções, sabemos que muitos brasileiros comem duas ou três vezes a média, enquanto muitos estão longe da média de 40 kg.

Desde o ano passado o país acompanha a escalada de aumento da carne bovina. A exemplo da crise de 1986 durante o congelamento de preços no governo do presidente José Sarney. Os mais velhos devem lembrar das prisões e confiscos de bois no pasto de fazendeiros que se recusavam a vender seus animais pelos preços definidos pelo governo.

Na atual crise quem paga o pato é a China que, segundo dizem, de repente passou a comer mais bovino, em substituição ao suíno que sofre com a crise da peste suína que assola a Ásia. Outros falam da
valorização do dólar no ano passado superior a 15%, versus inflação de 4,48%, o que faz os nossos preços ficarem mais baratos para os compradores de outros países.

Se a culpa é da crise é da China ou do dólar, pouco importa. O fato que os números falam por si e revelam que está difícil para o assalariado fazer churrasco no fim de semana.

Pois o aumento dos preços de carne como patinho no ano passado foi de 33,85%, chã de dentro 33,68%, frango inteiro 12,21%. Mas não foi só isso, o feijão carioca 55,99%, passagens de ônibus 6,64% e energia elétrica de 8,24%. 

A carne subiu tanto que já deve ter gente pensando que a solução é virar vegetariano, ou seja, deixar de comer proteína animal diante do preço carne.

Já no outro lado da conta, o do salário, a inflação que corrige o ganho dos trabalhadores foi de 4,48%. Mas nem isso foi concedido para quem ganha salário mínimo, poiso reajuste 4,1%, representando correção menor que a inflação, fato não ocorria há mais de trinta anos. 

Para quem ganha salário mínimo a esperança é que o Congresso Nacional corrija mais esse arrocho. Os dados da inflação mostram que os itens da cesta de alimentos do mais pobres subiram mais, a exemplo do feijão, frango, energia e ônibus. Do mesmo modo é revelador o pouco caso com mais de 50 milhões de pessoas que têm como fonte de renda o salário mínimo. 

Para estes, a regra correção proposta é dura e não corrige sequer a inflação dos itens da cesta do segmento que mais precisa. O reajuste das pessoas que ganham o mínimo contrasta com os que ganham acima desse valor para os quais a regra é a correção pela
inflação cheia.

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