Bolsonaro quer dar embaixada nos EUA como presente de aniversário ao filho Eduardo (por Piúta)

Bolsonaro quer dar embaixada nos EUA como presente de aniversário ao filho Eduardo

Alexandre Piúta - Escritor

Por Piúta
No dia em que o filho, Eduardo Bolsonaro, fez 35 anos o seu pai, Presidente Jair Bolsonaro, anunciou o presente que pretende dar a ele: a embaixada do Brasil nos EUA.
O Brasil não é uma republiqueta nem uma dinastia. A ideia de nomear o filho para a embaixada mais importante do mundo é um ato de nepotismo. Isso, mais o fato de que o filho do Presidente não preenche qualquer qualificação para o cargo. Eduardo Bolsonaro também não tem experiência para o cargo que o pai lhe quer dar. 
Assar hamburguer não é preparo para ser embaixador. A piada de que fez intercâmbio para melhorar o inglês também não é experiência. O frio que passou no estado americano do Mayne, muito menos. Nem mesmo o concurso público para escrevente na polícia civil lhe serve como experiência. 
Você deve estar pensando: Mas, são essas as qualificações do filho do Presidente que foi anunciado para ser embaixador do Brasil nos EUA? Sim. Ou seja, ele não preenche qualquer requisito para o cargo, mesmo assim o Pai quer nomeá-lo.
A falta de qualificação descredencia do filho do Presidente para ser embaixador em qualquer que seja o país e, muito menos, no país mais importante do mundo e maior parceiro comercial do Brasil.
No mundo não há democracias que tratem desse modo a nomeação de embaixadores. Ao tentar isso, Bolsonaro iguala o Brasil às ditaduras da Arábia Saudita e da Coreia do Norte cujos ditadores nomearam irmãos para a embaixada dos EUA.
O senado será posto à prova e dele se espera resposta para a provocação, que é a negação da nomeação. O STF também deverá ser chamado a se posicionar e o que se espera do mesmo modo é a vedação de tal absurdo.
O Brasil não é uma dinastia. Sempre fomos respeitados pelo profissionalismo nas relações internacionais, mas Bolsonaro pretende nomear do filho para embaixador dos EUA e transformar o país numa república de bananas. Isso não somos e não podemos aceitar.

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