NASCIA EM BOM CONSELHO HÁ 151 ANOS, CARLOS VILELA, O DESBRAVADOR DO BURACO DO BULANDIM - CLÁUDIO ANDRÉ - O POETA

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quarta-feira, 4 de novembro de 2020

NASCIA EM BOM CONSELHO HÁ 151 ANOS, CARLOS VILELA, O DESBRAVADOR DO BURACO DO BULANDIM

Buraco do Bulandim - Caverna dos Holandeses
Foto: Cláudio André O Poeta

Nasci a 4 de novembro de 1869, sendo criado no sítio onde residia meu pai, que sempre viveu da agricultura. Devia ser portanto a minha carreira a seguir e me julgava feliz em seguir a profissão do meu pai.

Permaneci quase sem instrução a não ser a que minha mãe ministrava até que em 1883, pela influência do Dr. Bento Ramos, do Cel. Constantino — um deputado federal e outro provincial — e do meu tio Cel. Augusto Villela, conseguiu-se criar uma cadeira de ensino primário no sítio “Baixa Grande” onde é o engenho de meu pai. 

Foi nomeado professor o Sr. Manuel Jacinto Cavalcante, que chegando em dias de março de 1884, poucos dias lecionou, dando parte de doente e voltando a Recife.

Dias depois foi nomeado um professor interino, que foi o Sr. Joaquim Pinto de Campos, que exerceu o cargo por diversos meses, sendo depois exonerado e substituído pelo Sr. João Batista Lusitano até que foi nomeado o normalista João José Pereira, que tomou posse em maio de 1885. 

Eu já estava mais ou menos adiantado nas letras e continuei o estudo, onde aprendi alguma coisa devido ao meu empenho e esforço do bom professor.

Pouco aprendi, porque os afazeres eram muitos, conseguindo alguma coisa em português, aritmética e desenho.

Quando em 1888 houve a queda do Gabinete João Alfredo e do partido conservador, foi um dos primeiros cuidados do chefe liberal retirar a cadeira para o povoado “Lagoa da Dominga”, e assim terminaram meus estudos.  

Tratei de continuar a profissão de agricultura com meu pai. Em 1890 consegui casar-me, realizando assim, os meus sonhos da infância tomei a cargo a tarefa que o leitor pode bem avaliar, porém para mim não era nada. 

Sempre fui um gênio empreendedor, porém para mim não era nada, sempre pobre e lutando para viver com honra, o que sempre consegui.

Sempre fui um gênio empreendedor, porém sempre enclausurado nestas plantas obscuras, nada podia achar que auxiliasse a minha intenção, que era imortalizar o nome obscuro que possuía.

Fiz-me médico prático, onde fiz proezas, porém, vendo que a profissão nada rendia, deixei-a. Busquei as artes e fiz alguns progressos, por fim continuei na agricultura.

do livro Memórias

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