AS VIAGENS QUE DEIXARAM SAUDADE E QUE MUITO APRENDI NA ÁREA DE GEOLOGIA - CLÁUDIO ANDRÉ - O POETA

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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

AS VIAGENS QUE DEIXARAM SAUDADE E QUE MUITO APRENDI NA ÁREA DE GEOLOGIA

Durante a trilha que fiz há uma atrás no Vale do Cafundó, na zona rural de Flores, sertão do Pajeú, encontrei vários tipos de rochas, principalmente as sedimentares (foto acima), que surgem a partir da pressão exercida pelas partículas de sedimentos carregados e depositado pela ação do vento, gelo ou água acumulados em áreas deprimidas. Conforme os sedimentos se acumulam, eles vão sofrendo pressão, se consolidando, num processo identificado pelo nome de litificação (formação rochosa sedimentar) e os fluidos originais acabam sendo expulsos.

A vegetação de caatinga cravada entre as rochas deixa ainda mais o meio ambiente completo e com vida. Nesse período de visita, tinha chovido, por isso o verde estava por todos os lados.

Vejam nessa imagem que as rochas sedimentares tem a influência de arenito, onde as camadas expostas mostram claramente que houve mudanças de ambiente ao passar dos milhares de anos, seja pelo vento, chuva, sol e demais intempéries do tempo.

Rochas sedimentares, diferentemente das outras, como por exemplo, ígneas e metamórficas, podem conter fósseis, por que são formadas por pressões que não destroem os restos dos fósseis. Portanto, nessa região que andei, merece ser estudada por especialistas da área. 

Somente uma erosão na crosta terrestre provocou essa cavidade. Porém, imagina-se que as rochas sedimentares que suportam as intempéries do tempo, especialmente altas temperaturas ou solanco da água do fundo do mar, podem ter deixado essas marcas no solo para que as futuras gerações entendam um pouco mais sobre esses fenômenos naturais.

Já completou um ano que estive conhecendo a região do Vale do Cafundó, onde tem a casa de Pedra dentro da propriedade da família do senhor Antônio Marinho. Veja que essa rocha sedimentar tem ação do vento, deixando um acabamento como se tivesse passado uma talhadeira.

A Casa de Pedra construída pelo pai do senhor Antônio Mariano (janela) há mais de 70 anos, esteve mostrando a mim e aos meus amigos, Cosmo Queiroz e Carlinhos do Alto, como foi a ideia de construir a casa debaixo de uma rocha que antes era uma caverna. As paredes estão intactas, feitas de tijolos, barro e pedra.

Pense numa pinha madurinha e gostosa, saboreei quando estive no Vale do Cafundó!

Rocha sedimentar é um tipo de rocha constituída de sedimentos, que são as inúmeras partículas de rocha, lama, matéria orgânica, podendo até mesmo possuir em sua composição restos corpóreos de vegetais e animais.
Quando toda esta matéria é transportada e acumulada em um determinado local, sofrendo ação da temperatura (frio ou calor), ocorre o fenômeno da diagênese ou litificação, ou seja, a transformação de sedimento em rocha. Os locais mais comuns para a ocorrência do processo são os lagos, baías, lagunas, estuários, deltas e fundo de oceanos.

Quando for ao sertão do Pajeú, em Pernambuco, visite a cidade de Triunfo e por lá você vai encontrar muitas opções de lazer, inclusive, conhecer a cacimba de João Nego, construída por um agricultor que não sabia nem a ler e nem a escrever há mais de 80 anos passados.

Conhecer o ponto culminante de Pernambuco, a serra mais alta que tem 1. 260 metros de altura. O Pico do Papagaio que tem o monumento do Careta, figura folclórica do município, é conhecer in loco um pouco da história cultural do município de Triunfo.

De cima do Serrote do Vento, há mais de 500 metros de altitude acima do nível do mar, é uma experiência grandiosa. Recomendo você ir conhecer. No período da Semana Santa, o Serrote do Vento que fica na zona rural de Estrela de Alagoas, muita gente vai visitar e subir o serrote, especialmente, na sexta-feita da Paixão.

Aí estão boas e inesquecíveis recordações de viagens realizadas em 2018. Agora em 2019 tem muito mais, aguardem!

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