A HIPOCRISIA HUMANA VESTIDA DE PAPAI NOEL DURANTE O PERÍODO NATALINO - CLÁUDIO ANDRÉ - O POETA

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domingo, 10 de dezembro de 2017

A HIPOCRISIA HUMANA VESTIDA DE PAPAI NOEL DURANTE O PERÍODO NATALINO

São pouquíssimas as datas comemorativas que despertam tanto o lado irônico das pessoas como o Natal. Num resumo, esse período seria de autorreflexão sobre a vivência social do mundo, objetivando a criação de políticas sociais, humanas, que tornem a igualdade, a fraternidade e, sobretudo, a liberdade dos homens. 
Na realidade nada disso é levado em consideração, além de alguns verdades inquestionáveis sobre uma solidariedade mal definida. Jargões desgastados, até enjoativos, se repetem de forma pouco convencida ou apenas ilustrativa.
De maneira pertinente pode-se perguntar àqueles que proferem, nessa data, o impreciso discurso de solidariedade, seria saber onde estava seu coração solidário durante todo o ano, bem como onde o guardará após a passagem dessa data. 
Em nossos dias de sobrevivência somos perseguidos e torturados psicologicamente por pessoas que, sem muitas razões, desejam-nos feliz Natal e próspero ano novo. 
Ironicamente ou não, são justamente essas mesmas pessoas que fazem de tudo para que os dias do ano novo tornem-se mais difíceis. 
Muitas vezes são familiares que, no decorrer do ano, mal se lembram da nossa existência e menos ainda nos dão apoio nos momentos de aflição. 
Rigorosamente, o Natal será interessante na medida de nosso bem estar. No demais, tudo torna-se mercadoria de ficar em prateleira de mercado, e ela é que dará as diretrizes da nossa felicidade no decorrer do ano vindouro. 
Na verdade, somos perseguidos por pensamentos de ódio. Aos pobres o resto que não nos serve e ainda defendemos crenças com relação à criminalidade, sempre nos esquecendo das circunstancias econômicas em que o crime prospera.
É notório que erguemos os vidros do carro quando uma criança se aproxima no farol, pouco nos importando aquela realidade que está tão longe de nós. Mas agora, como é Natal, mudamos de pensamento e, quem sabe, podemos até oferecer um presente a essas crianças, como roupas velhas que já não nos servem para nada. 
Nos dias atuais estamos vivenciando algo que atinge o pico máximo da hipocrisia e do enganamento. Celebra-se um conjunto de mentiras, todas pré-moldadas pelo sistema econômico a que estamos submetidos. 
Torna-se perceptível o espírito da falsidade, dos interesses baixos, tudo isso ornamentado com um jogo de sedução que não é possível resistir. 
Sarcasticamente, comemora-se o nascimento de Cristo com ostentação, desperdício e celeuma. Algazarra e alcoolismo não parecem ser condutas cristãs, sobretudo quando se celebra a data máxima dessa filosofia. Esses métodos de festejo expressam o quanto imbecis e embrutecidos ainda somos. 
No dia-a-dia, o Natal tornou-se nada mais do que um reflexo do desejo humano e da fúria capitalista que escraviza nossas mentes. Há um consumo desenfreado, sem sentido, onde muitos trabalham enlouquecidamente para beneficiar alguns poucos lojistas abastados. 
As mídias muito propaga em "Espírito Natalino", "Natal sem Fome", mas ela é o principal instrumento de manipulação popular, manipulação essa que visa, sempre, à manutenção de um sistema econômico desigual. 
A isso tudo, soma-se as características dos símbolos natalinos que, abaixo da linha do Equador, são tão autênticos quanto uma cédula de três reais. 
Neve, pinheiros, um papai Noel vestido com roupas típicas dos Pólos refletem exatamente as características de onde moramos, sobretudo nessa época do ano. 
De fato, é fácil notar em nossas janelas, por esses dias, muita neve a correr pela vidraça. É muita gente com a cara de pau oferecendo presentes que não tem nenhum significado.
Muitos seres humanos, acoplados ao poder, fazem campanha natalina totalmente vulgar, ou seja, um pacote de leite que da ao pobre faminto, faz questão de mostrar em self. 
Há aqueles que estão no poder por apadrinhamento ou por arrumadinho ou conveniência, que ao dar um enxoval a uma mãe carente, usa as redes sociais, como se solidariedade fosse o prenúncio de status para que Deus já lhe garantisse o caminho ao céu.
É muita hipocrisia do ser humano misturada aos símbolos natalinos. Há aqueles que acreditam em rena ou trenó que ficam pendurados em árvores...
Santa inocência emocional!

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