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Chuvas no Nordeste podem mudar no futuro e prejudicar a segurança alimentar

Cláudio André O Poeta no Vale do Narciso de Bom Conselho/PE

Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que mudanças no “cinturão de chuvas” tropical podem prejudicar a segurança alimentar e hídrica de diversas regiões no planeta, incluindo uma parte do Nordeste brasileiro.

Atualmente, de acordo com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), cerca de 11% da população brasileira está concentrada em áreas semiáridas dos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão. O clima dessas regiões pode ser extremamente seco durante o ano, tendo cerca de 50% da estimativa de chuva anual concentrada em apenas dois meses – março e abril.

Pesquisas já apontavam o fato de que a região mais chuvosa entre os trópicos, conhecida como cinturão de precipitação tropical, está em alteração, em especial devido às mudanças climáticas que ocorrem em todo o planeta. Estudos de instituições do Hemisfério Norte, como a Universidade de Irvine, na Califórnia, indicaram a possibilidade de que a área de precipitação estivesse se movendo cada vez mais ao Sul.

Entretanto, a tese de Cristiano Chiessi e seus colaboradores, do Instituto de Geociências da USP, demonstra que este cinturão está em um processo de estreitamento, o que seria extremamente prejudicial para as zonas mais secas do Nordeste do Brasil, pois a quantidade de chuvas no local diminuiria ainda mais, causando danos sociais e ambientais graves. O processo de diminuição estaria em curso a pelo menos 5 mil anos.

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