Descaso do governo com a educação coloca em risco o futuro de gerações (por Francisco Alexandre) - CLÁUDIO ANDRÉ - O POETA

Ultimas!

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

DISTRIBUIDORA SÃO MARCOS - A Nº 1 DE BOM CONSELHO

DISTRIBUIDORA SÃO MARCOS - A Nº 1 DE BOM CONSELHO

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Descaso do governo com a educação coloca em risco o futuro de gerações (por Francisco Alexandre)

Francisco Alexandre – Ex-diretor de Administração da Previ

O Ministério da Educação caminha para o quarto ministro em 18 meses. Desde o início do governo os nomes indicados para o Ministério da Educação tiveram a missão de atuar para desmontar a estrutura de ensino do país. Tidos como ideológicos, termo que me parece equivocado, pois o que mais falta a eles é ideologia, bem melhor seria taxá-los de lunáticos, a começar por Ricardo Velez que demonstrou não conhecer o Brasil, suas peculiaridades e cultura e, muito menos, de gestão.

Abraham Weintraub passou um ano na pasta, mas uma palavra é suficiente para defini-lo: desqualificado para a função. Após vir à público o que pensava do povo, do país e dos poderes da República fugiu para os Estados Unidos, possivelmente com a benção do governo, como ficou demonstrado nas publicações e correções feitas no diário oficial, tudo para tornar a saída do país legal, já que como ministro ele não podia sair do país sem tornar público.

O ministro de curtíssimo tempo, Carlos Decotelli, foi pego por falsear o currículo que dizia ser doutor sem nunca ter sido; era mestre, mas na tese vinda a público não havia os créditos do original, em outras palavras, plágio. Saiu do cargo em uma semana.

Nome da vez era o do secretário educação do Paraná, o desconhecido Renato Feder, de quem logo surgir o currículo, no qual a ênfase é a ideia de privatizar as universidades federais e terceirizar o ensino público. Também não deu certo, neste domingo ele anunciou a desistência.

É triste que passemos por esse tipo de vexame e demonstração de falta de capacidade e lucidez no trato de uma área vital para qualquer país, a qual pede e é preciso ter pessoas com visão de mundo e capacidade de enxergar além do horizonte e de pensar o futuro do país a partir da formação de sua juventude.

Infelizmente, o que permeia no governo é saber se um lunático que vive nos Estados Unidos e seus seguidores no Brasil concordam e se o ministro atende a interesses de segmentos religiosos. Situação que demonstra desvio do que preceitua a constituição, a qual estabelece que o nosso estado é laico, ou seja, o estado não tem religião e mais, qualquer um que seja governo, há de governar para todos, independentemente raça ou cor, bem como respeitar todos os credos.

A falta de gestor no Ministério da Educação coloca em risco o Fundeb, a principal fonte de financiamento da educação, que precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional e toda a estrutura de ensino público do país. Tudo isso mostra a falta de estratégia do governo para a educação, situação que coloca em risco o futuro de milhões de estudantes, diante da falta de ação, de estratégia e de compromisso com uma vital para o desenvolvimento do país e a mais importante quando se pensa em diminuir desigualdades, pois a educação é um vetor essencial para isso.

Nenhum comentário: