TURISMO: VALE DOS MESTRES, RESULTADO DE UM ACIDENTE GEOLÓGICO NA TRÍPLICE FRONTEIRA DE AL/BA/SE - CLÁUDIO ANDRÉ - O POETA

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domingo, 28 de abril de 2019

TURISMO: VALE DOS MESTRES, RESULTADO DE UM ACIDENTE GEOLÓGICO NA TRÍPLICE FRONTEIRA DE AL/BA/SE

O rio Poço Verde é um afluente do rio São Francisco. Ele é temporário, mas, em tempo de enchentes ele faz um grande "rasgueiro" levando troncos de árvores, muitas pedras em direção a um dos braços do Velho Chico.

Com uma trilha de aproximadamente 1,5 km de extensão e formado por sítios arqueológicos, o vale dos Mestres possui três abrigos encravados no sopé dos paredões à margem direita do riacho, fazendo parte do rio Poço Verde, um dos afluentes do rio São Francisco. 

Percorrer pelo curso do rio Poço Verde é uma grande aventura. Além de ficar maravilhado com as formações rochosas, ter um contato direto com a fauna e a flora faz com que paremos o relógio do tempo. Ouvir o som emitido pelo bioma caatinga a cada passo que você da é uma terapia com seu próprio eu.

Andar pelo Vale dos Mestres por dentro do curso do rio Poço Verde você vai desvendando uma verdadeira riqueza da fauna e da flora que inclui pinturas rupestres de mais de 03 mil anos. 

Se o lugar é mágico ainda não existem provas, o fato é que nenhuma trilha no Brasil é cercada de tanto mistério. Muitos acreditam ainda em lendas e até na existência de sinais de civilizações anteriores à chegada dos descobridores, mas, na realidade não existe alguém que não se encante com tantos mistérios, paz e com a ação da natureza ao longo do tempo que ficou registrado nas pedras e trilhas do Vale.

Rocha Olho de Arenito
Esse berço ecológico em plena caatinga sertaneja na tríplice fronteira dos estados da BA/AL/SE é considerado por muitos visitantes um lugar esotérico por manter um ar de magia, encantos e deslumbramentos. 

Quem for conhecer o Vale dos Mestres deve saber que mesmo sendo uma trilha moderada, o desafio é saber que você vai ficar incomunicável por algumas horas, já que todo o trecho não pega sinal telefônico ou de internet.

As formações rochosas encontrada em todo o leito do rio Poço Verde são frutos de um acidente geológico há milhões de anos. O acabamento das rochas sedimentares que ficam no leito desse afluente do Velho Chico é fruto da rotação da água e do vento.


Por mais de 01 hora de caminhada, em pleno contato com a natureza, longe de qualquer comunicação tecnológica, qualquer aventureiro poder entender do por que todos nós temos o dever de cuidar do meio ambiente.

A rocha Pé de Boi está as margens do leito do rio Poço Verde. Provavelmente, algumas pessoas já tenham passado despercebido por esse local e não ter admirado a beleza dessa rocha sedimentar coberta por linques da cor verde.

Mesmo sendo uma área de proteção ambiental, reconhecida pelo IPHAN, infelizmente há pouca sinalização e lixo acumulado devido a irresponsabilidade de alguns frequentadores do lugar. 

O local é de fácil acesso, porém, a trilha precisa ser mais cuidada. O lugar por si já é deserto, só chega por lá pessoas que residem na região ou quando um grupo de pessoas é levado por guias de turismo.

As belezas naturais do Vale dos Mestres estão por todos os lados, basta não ter pressa para fazer a trilha. A cada passo para frente ou para os lados, são inúmeros os clicks e todas as imagens saem perfeitas.

Por entre a trilha que leva a este lugar misterioso, o visitante ainda pode conhecer a vegetação típica da caatinga, a fauna do sertão e os paredões de arenito rochosos trabalhados pela erosão. 

O leito do rio temporário Poço Verde é uma beleza rara e excelente para os amantes do ecoturismo e do trekking. O cenário, com paredões úmidos e água para se refrescar, faz o visitante se sentir fora de uma grade cidade.

No leito do rio Poço Verde há muitas rochas e areia, nas laterais, você fica admirado pela imponência dos paredões rochosos provocado por uma grande erosão.

Se você é aquela pessoa que não sabe se desligar da vida urbana, melhor não ir conhecer o Vale dos Mestres. Passados  cerca de quinze minutos de caminhada, já é possível ver os paredões imponentes e repletos de rochas esculpidas pela ação da água e do tempo, fazendo muitos acreditarem que o sertão na realidade era um grande mar.


Nesse paredão rochoso você para, senta, descansa, ouve o canto dos pássaros e alguns ruídos invisíveis. Se tiver medo, é pior. A energia acumulada nas rochas e a alta temperatura ambiente, podem provocar ruídos como se tivesse água fervendo dentro das rochas, fenômeno da natureza quando se tem grandes rochas acompanhadas de vegetação.

Que tal unir numa única trilha, ecoturismo, botânica e arqueologia? Uma caminhada pelo Vale dos Mestres proporcionará a você tudo isso. A trilha aberta ao longo de 1,5 km de extensão, você terá contato com a vegetação e fauna típicas da caatinga, como mandacarus, pássaros silvestres, calangos e saguis.

O vale dos Mestres na verdade é formado por 3 sítios arqueológicos, próximo aos cânions de Xingó e de um dos “braços” do Velho Chico. Fica sob o leito do Rio Poço Verde, um dos afluentes do Velho Chico, que em tempos de chuva volta para a superfície. Ele está localizado bem na divisa entre os estados da Bahia, Sergipe e Alagoas. 

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