AS PINTURAS RUPESTRES DA PEDRA PINTADA NO MUNICÍPIO DE IATI / PERNAMBUCO - CLÁUDIO ANDRÉ - O POETA

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sábado, 9 de junho de 2018

AS PINTURAS RUPESTRES DA PEDRA PINTADA NO MUNICÍPIO DE IATI / PERNAMBUCO

A Pintura Rupestre ou Arte Rupestre é o termo que denomina as representações artísticas pré-históricas realizadas em paredes, tetos e outras superfícies de cavernas e abrigos rochosos, ou mesmo sobre superfícies rochosas ao ar livre. As pinturas acima estão todas em várias pedras no Sítio Boi Branco em Iati.
Esse granito está no leito do Rio Garanhunzinho. Você percebe na foto acima, a formação de caldeirões, pequenas poças arredondadas feitas pela força da água e do vento. Imagine no período de cheias do rio, como é a rotação da água que escorre pelas pedras. Isso acontecendo, a pedra fica bem lisinha, num acabamento que nem a mão humana vai conseguir deixar assim.

Nas pedras que ficam no entorno da Pedra Pintada, as pinturas rupestres aparecem de várias formas e tamanhos como essa que mais parece um pirulito. 

A palavra IATI é de origem indígena e significa Casa Nova. Devido a influência ( língua, hábitos, costumes ) da fusão dos índios Carijós e Tupiniquins, na época situados na Serra dos Cavalos. Estudiosos da região, afirmam que essas pinturas devem ter em torno de 16 mil anos atrás.
A arte rupestre é a mais antiga manifestação artística que se tem conhecimento. Para se ter uma ideia, esta forma de arte surgiu ainda no período Paleolítico (40.000 a.C.). De fato, as artes sempre foram um retrato do mundo que cerca o homem.
A dúvida maior é saber se essas artes rupestres foram feitas pelo homem primitivo ou pelos índios que descobriram essa região. É bom lembrar que as pinturas eram feitas de restos de carvão, pigmentos de planta e da terra, que eram misturados ao sangue de animal. Como pincel os homens das cavernas utilizavam ossos e pelos de animais ou mesmo as próprias mãos.
No local onde tem a Pedra Pintada, já que na lateral do leito do rio, pude ver o quanto a última enchente deixou de resto de vegetação em cima das pedras. Na parte superior das pedras tem muita cabeça-de-frade, macambira, palma selvagem, Xique-Xique, mandacarus e muita vida animal.
Esse lago é temporário. Logo, toda a água acumulada sairá por evaporação, devido as altas temperaturas no solo. Se o poder público local tiver interesse, não tenha dúvida que muito aumentará o fluxo de visitante no Assentamento Boi Branco.
Somente a preservação ambiental poderá por muito anos pela frente, da a oportunidade para as próximas gerações conhecerem esse lugar muito rico para a geologia do estado. Não custa nada o poder municipal, sinalizar todo o trajeto até a Pedra Pintada. Repito, hoje, para chegar ao local, somente quem realmente gosta de natureza.
Me aventurei pelos lajeiros (afloramento de rochas à superfície do solo, de extensão variada; lajeado, lajedo.) cheios de urtigas e macambiras e demais plantas da caatinga, para conhecer a Pedra Pintada.
Por aí passa o caminho rumo a Pedra Pintada. Uma vegetação que merece respeito e atenção quando for passar. Muito pedregulho, espinho e pequenos lagartos que vivem nas pedras.

Esse é o leito do Rio Garanhunzinho que joga água no principal. Esse rio nasce na região do agreste pernambucano, passando pela cidade de Garanhuns, em Pernambuco e desemboca na Lagoa Mundaú, em Alagoas.

O município de Iati está distante 282 km da capital do Estado com acessos pelas BRs 423 e 232, via Garanhuns. Está situado na região do Agreste de Pernambuco e localizado na Microrregião de Garanhuns com uma área territorial de 565 km ². 
PARA CHEGAR NA PEDRA PINTADA
Da cidade de Iati, você passa pela Bela Vista, que está às margens da BR-423, anda 100 metros, entra a direita numa estrada de terra e percorre pelo menos 10km, depois pega-se a direita e anda mais 800 metros e chega na comunidade Assentamento Boi Branco.
Daí, somente pedindo informações aos moradores locais.

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