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Baixo São Francisco tem uma população estimada em cerca de 16 milhões de pessoas

A caatinga no sertão sergipano que beira o rio São Francisco é uma região diferente das tantas mais. Os quase 700 hectares de terra protegido pelo senhor José Augusto, dono da ecofazenda Mundo Novo, nos faz entender da importância da preservação ambiental e é uma amostra viva de que homem e natureza podem viver em harmonia.

Grandes formações rochosas, enormes paredões de arenito viram contraste quando olhamos para os lados e vemos uma caatinga verdejante, sinônimo de água escondida no lençol freático.

O Rio São Francisco ou Opará, na linguagem tupi-guarani, é um dos principais cursos d’água do Brasil e da América Latina. O rio tem seu nome associado à expedição de reconhecimento da costa brasileira feita por Américo Vespúcio, que avistou sua foz no dia 4 de outubro de 1501. 


Distante 05 km das águas do Velho Chico, encontramos várias formações rochosas que ainda estão em transformação. O vento, a água, altas e baixas temperaturas, fazem as rochas ficarem "descascadas" expondo seu lado interno com suas pinturas rupestres.

A região de influência do rio, chamada de região sanfranciscana, está dividida em quatro trechos: o Alto São Francisco - das nascentes na Serra da Canastra (MG) até a cidade de Pirapora (MG); o Médio São Francisco - de Pirapora (MG) até Remanso (BA); o Submédio São Francisco - de Remanso (BA) até Paulo Afonso (BA); e o Baixo São Francisco - de Paulo Afonso (BA) até a foz, entre Sergipe e Alagoas. A população que habita a bacia é estimada em cerca de 16 milhões de pessoas, com um consumo de água que chega a 91 m³/s1.


Quando partimos para conhecer os 09 sítios arqueológicos da ecofazenda Mundo Novo, adentramos a caatinga e fomos conhecendo uma grande variedade em plantas nativas que só existem no único bioma do mundo que o Brasil é detentor.

No período das expedições era comum que batizassem os lugares desbravados com o nome do santo padroeiro do dia. Naquele dia específico, o santo era São Francisco de Assis. Lendo o inventário do Velho Chico, deitado numa rede, consegui registrar a lua saindo no horizonte por trás de plantas nativas da caatinga.


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