Igreja do século 17 resiste no alto de morro entre rios Ipanema e São Francisco - CLÁUDIO ANDRÉ - O POETA

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sábado, 19 de setembro de 2020

Igreja do século 17 resiste no alto de morro entre rios Ipanema e São Francisco

 




Num dia de sol, no meio do período chuvoso do verão nordestino; onde o rio Ipanema encontra o rio São Francisco, no alto da Ilha do Ouro, está uma pequena igreja branca com portas e janelas verdes. A Igreja Nossa Senhora dos Prazeres se impõe entre os municípios de Belo Monte, em Alagoas, e Porto da Folha, em Sergipe.

Foi assim que a equipe da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, responsável pelas Comunidades Tradicionais e Patrimônio Cultural, chegou ao sítio arqueológico reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

As inscrições em sua fachada apontam o ano de 1694. Acredita-se que ainda no século 17 tenha sido construída por freis capuchinhos, após a saída dos holandeses da região, no período da colonização do Brasil. No local é possível encontrar lápides no chão da Igreja, que remontam ao período entre 1850 e 1895.


Os moradores do povoado de Barra do Ipanema, devotos de Nossa Senhora dos Prazeres lutam pelo tombamento do patrimônio histórico e cultural, como forma de conseguir que o poder público proteja e recupere esta joia perdida no meio do sertão alagoano. Os próprio devotos mantêm a igreja erguida e protegida como podem, mas se não houver a intervenção dos organismos competentes, com o tempo muito de sua originalidade poderá se perder.

Fiscalização – Na vistoria, a FPI flagrou ocupação irregular de área que antes era rio. A Ilha do Ouro hoje é praticamente parte do continente, o assoreamento do rio tem feito aumentar as terras no entorno da ilha. A ocupação irregular da área por fazendeiro tem atrapalhado o acesso à ilha, que só pode ser feito por meio de barco, bem como a pesca artesanal que é realizada pelas comunidades ribeirinhas. A situação será investigada pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual.

A Equipe Comunidades Tradicionais e Patrimônio Cultural é coordenada pelo antropólogo Ivan Farias, do Ministério Público Federal em Alagoas, e nessa visita esteve acompanhado do procurador da República Bruno Lamenha e do promotor de Justiça Alberto Fonseca, coordenador geral da FPI do Rio São Francisco.

Além de representantes do Ministério Público, participaram o Batalhão de Policiamento Ambiental, da Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos, do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária e da ONG SOS Caatinga.

Todas as situações verificadas pela equipe serão relatadas ao final, nesta sexta-feira (16), para que os diversos agentes envolvidos adotem as providências necessárias a fim de garantir que o poder público proteja o patrimônio histórico e cultural do sertão alagoano.



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