Exemplo dos pernambucanos força Governo a agir no desastre ambiental, mas falta muito (por Piúta) - CLÁUDIO ANDRÉ - O POETA

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Ultimas!

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

DISTRIBUIDORA SÃO MARCOS - A Nº 1 DE BOM CONSELHO

DISTRIBUIDORA SÃO MARCOS - A Nº 1 DE BOM CONSELHO

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Exemplo dos pernambucanos força Governo a agir no desastre ambiental, mas falta muito (por Piúta)

Alexandre Piúta


              
Há dois meses toneladas de piche chegam na costa nordestina e praias como Itapuama, Carneiros, Porto de Galinhas de Pernambuco e de outros estados na faixa que vai da Bahia ao Maranhão sangram com a chegada de óleo poluente castigando as praias e as áreas de preservação ambiental.
Desde o início a questão foi levada como se diz na linguagem popular “na flauta”, sem qualquer preocupação do Governo Federal para identificar origem e culpados pelo desastre. A realidade é que já foram retiradas mais de mil toneladas de piche das nossas praias.
Coerente com o governo de que faz parte, o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, acabou com os comitês que compunham o Plano Nacional de Contingenciamento para implementar a política grotesca do novo governo que vê o meio ambiente como um entrave a ideias retrogradas e sem apoio na comunidade científica interna e externa. No vazamento de óleo, ele atuou com descaso o tempo todo.
Quem deu o tom para mudar o curso da discussão foi a população de Pernambuco ao arregaçar a manga para limpar a sujeira das praias do Litoral Sul do Estado e denunciar ao Brasil e ao mundo o abuso de que era vítima. As imagens de pessoas trabalhando sem nenhuma proteção para defender o local onde sempre viveram correram o país e o mundo. A ação do povo pernambucano forçou os dirigentes do país, que tratavam a questão até então com desdém, a se explicarem e agirem.
               O erro do Governo Federal e a incapacidade de implementar ações para diminuir os efeitos da poluição nas praias e manguezais nordestinos começam a ser sentidos também economia da região com redução do número de turistas, mesmo sendo época de veraneio. A população sofre com a redução do comércio. Pescadores não saem para pescar. Os peixes não são vendidos. Enquanto isso, não existe qualquer solução para diminuir o impacto da crise na vida das pessoas que sofrem com a inação do governo, numa demonstração de desrespeito a todos que vivem na região afetada.
              

Nenhum comentário:

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE