DE ANIVERSÁRIO E PERSPECTIVA ECONÔMICA PARA A CIDADE (por Alexandre Piúta) - CLÁUDIO ANDRÉ - O POETA

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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

DE ANIVERSÁRIO E PERSPECTIVA ECONÔMICA PARA A CIDADE (por Alexandre Piúta)

De aniversário e perspectiva econômica para a cidade.

No sábado tivemos passagem da nossa emancipação política. Como sempre, tivemos festas. Mas, passada a comemoração, voltamos a nossa realidade. Bom Conselho, como a maioria das cidades do interior do nordeste, sofre com a falta de emprego, economia estagnada e baixa geração de renda. 
    Somos 36º município de Pernambuco em população, mas o 112º no quesito economia entre os 185. Da nossa população 52% sobrevive com renda mensal menor que meio salário mínimo, ou seja, menos R$ 500,00 mês. Dos 19 munícipios do Agreste Meridional ocupamos a 15ª posição em economia. A nossa renda per capta é de apenas R$ 9.920,00 por habitante. 87% do dinheiro que gira na cidade vem de transferências dos governos estadual e federal. Os dados falam por si e mostram a necessidade de se pensar em estratégia capaz de animar os empresários a investir na cidade. 
    Não é à toa que um grupo de estudantes cobram publicamente a realização de seleção pública para o município. A cobrança se explica também pela falta de perspectiva de emprego para esses jovens, restando a eles apostar numa saída via concurso para uma das instâncias de governo, quer seja do Município, quer seja do Estado.
    A saída para melhorar nossa economia passa por priorizar as nossas potencialidades. A cidade tem a agropecuária como vocação, mas, para essas atividades otimizarem seus resultados são necessários inovação, tecnologia e aposta em novos arranjos produtivos e, nesses quesitos, há experiências que mostram ser possível melhorar o desempenho dessa atividade. Para esse objetivo é necessário capacitar pessoas para mostrar aos produtores que há técnicas inovadoras para melhorar o resultado do negócio. 
    Temos aqui três indústrias de derivados de leite, uma grande e duas menores. Todas funcionando com matéria-prima que é a nossa especialidade, o leite. Esse deve ser um vetor de aposta nas políticas públicas do município.
    Temos potencial hídrico para receber outras indústrias. Temos potencialidades naturais para o ecoturismo, que pode ser uma vertente a ser desenvolvida. Temos ainda benefícios fiscais que podem facilitar a vinda de empresas. A cidade está bem localizada, tem vias de escoamento. Para atrair investimentos, no entanto, são necessárias ações estratégicas para atraí-los.
    Enfim... A festa passou, foi boa. Mas é preciso pensar saídas que possam melhorar a situação econômica do município, atrair investimentos e dar perspectivas aos jovens que entram no mercado de trabalho.

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